“— Meu Deus, Rudy…
Inclinou-se, olhou para seu rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento à sombra do arvoredo e na penumbra da coleção de termos do anarquista. Liesel beijou-o demoradamente, suavemente, e quando se afastou, tocou-lhe a boca com os dedos. Suas mãos estavam trêmulas, seus lábios eram carnudos, e ela se inclinou mais uma vez, agora perdendo o controle e fazendo um erro de cálculo. Os dentes dos dois se chocaram no mundo demolido da rua Himmel.
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A Menina que Roubava Livros. (via
cantigar)
“Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento? E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? Meu palpite: Dentro de um abraço.
“Eu queria você aqui
Ou então eu aí
Ou nós dois em um lugar distante
Mas sem distância um do outro.
“Se não compreende o que sinto, eu lhe soletro:
A-M-O-R.
“(…) Aí, a gente prova de novos beijos, de novos abraços, de novos aconchegos, de novos carinhos, de novas palavras, de novas promessas, de novos sonhos, de novos sorrisos, de novas vidas, de novos amores… E vemos que não adiantou nada ser infeliz durante certo tempo.
“Você me quer?
Você cuida de mim?
Mesmo que eu seja uma pessoa egoísta e ruim?
“ Fica comigo então, não me abandona não!